quarta-feira, 18 de março de 2009

Kings of Leon

Oi gente!
Um dia desse eu estava em casa sem nada pra fazer e liguei a TV, coloquei no canal 7 (MTV) e estava passando um clipe de uma banda que eu nunca nem tinha ouvido falar! Eu na verdade não dei muita bola, porque não tinha gostado muito da letra da música, achei um pouco repetitiva... Depois esse clipe passou de novo e eu fui ver o nome dessa bandinha nojenta que estava me dando raiva... O nome? KINGS OF LEON!
Eu vim pro computador para pesquisar sobre a tal banda e ver as letras de outras músicas e acabei gostando de um monte!!!
Vai ai um pouco da história deles:
"A banda é formada pelos irmãos Caleb Followill (guitarra e vocal), Jared Followill (baixo), Nathan Followill (bateria) e pelo primo deles Matthew Followill (guitarra). Essa banda lançou em 2002 o seu primeiro EP, intitulado Holy Roller Novocaine, atraindo então a atenção da crítica inglesa. Durante toda a infância e começo da adolescência tiveram uma educação muito rígida, estudavam em casa, não eram permitidos assistir televisão ou ouvir música secular. Enquanto seu pai ainda fazia parte da associação religiosa, seus filhos faziam parte da banda da igreja. Leon Followill era um ministro viajante que percorria o sul dos Estados Unidos para pregar nas mais diferentes Igrejas e levava consigo seus filhos. ("Leon" é o nome do pai e do avô paterno dos três irmãos e do primo, "Kings of Leon" é uma homenagem ao avô dos Followill.).
Depois do disco de 2002, eles ainda tem: Youth and Young Manhood (2003); Aha Shake Heartbreak (2004-2005); Because of The Times (2007); e; Only by the Night (2008) ."
Gente, de todos da banda, pra mim, Caleb é o mais fofo sem falar que ele parece ser uma pessoa muito boa! Ele tem la seus momentos e mesmo assim eu adoro a voz dele. (P.S.: Ah! Esqueci de dizer porque eu fui pesquisar sobre eles. Apesar da minha visão daquela música uma coisa me chamou atenção, a voz do Caleb! É um dos pouco cantores que a voz é perfeitamente igual numa apresentação ao vivo! Muito bom!)
Vale a pena comprar os álbuns deles, são divertidos!
Beijos.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Felicidade clandestina - Clarice Lispector

(Esse foi um texto que minha professora, Cítia, de literatura trouxe para a sala... Eu adorei, então vou postar aqui para vocês!)
Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade".
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!
E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar… Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante!
O Primeiro Beijo/ São Paulo, Ed. Ática, 1996

segunda-feira, 2 de março de 2009

"Diva" de José de Alencar

Diva é um ótimo livro gente!
Ele é uma carta que Antônio escreve para Paulo, um amigo dele, falando sobre o seu relacionamento com Emília.
Antônio era um médico pouco conhecido, tinha acabado de iniciar a sua carreira. Emília era uma menina de 14 anos feia, tinha um pai rico e conhecido, perdeu a mãe aos 11 anos de idade.
Mila se ve muito doente então o seu pai manda o seu outro filho chamar um médico, e o filho chama Antônio, que ja era amigo dele, para salvar a vida da pobre irmã doente. Antônio vê que é uma gripe MUITO forte, e Emília tem poucas chances de sair bem daquilo... Ele faz de tudo para salva-la, e quando esta quase sem fé, fica louco porque ele a ama, aquela menina tão feia e frágio para ele é muito mas. Ele consegue salvar Emília depois!
Ela cresce e, logo ela que o devia a vida, o trata mal demais, bem quando ele se ver muito mais apaixonado por ela!!! Antônio sofre muito com tudo isso... é incrivel como aquela menina feia se tornou tão linda e consegue tratar um ser humano tão mal, logo o que salvou a vida dela!!!
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Bom gente, na verdade o livro fica cansativo, só um tiquinho, no meio... Mas, de verdade?!, só pelo final, vale a pena!
Beijo para vocês!